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Mineira morta na Itália é sepultada em Uberlândia

.. sábado, 14 de setembro de 2013

Corpo da jovem foi encontrado no dia 30 de agosto no local de trabalho. Suspeito do crime, que era chefe da vítima, confessou o assassinato.


Sepultamento aconteceu no Cemitério Campo do Bom Pastor (Foto: Fernanda Resende/G1)Sepultamento aconteceu no Cemitério Campo do Bom Pastor (Foto: Fernanda Resende/G1)
Foi enterrado na manhã deste sábado (14), o corpo da uberlandense Marília Rodrigues Silva Martins, de 29 anos, que foi morta no fim do mês passado na cidade de Gambara, na Itália. O sepultamento ocorreu por volta das 10h no Cemitério Campo do Bom Pastor, em Uberlândia. Segundo a Agência Italiana de Notícias (ANSA), o suspeito do crime, que era chefe da vítima, e mantinha um relacionamento extraconjugal com ela, confessou esta semana à polícia italiana que assassinou a jovem.
A uberlandense foi encontrada morta no escritório da Alpi Aviation do Brasil, empresa onde ela trabalhava. Ela estava grávida de quase cinco meses e apresentava ferimentos na nuca e no rosto. No local havia um forte cheiro de gás. A autópsia comprovou que ela foi vítima de homicídio.
O corpo da vítima saiu da Europa no fim da manhã de quinta-feira (12) e chegou a Uberlândia na sexta-feira (13), com cerca de sete horas de atraso. O velório, que estava previsto para as 14h, na Funerária Ângelo Cunha, no Bairro Daniel Fonseca, só foi acontecer depois das 21h desta sexta-feira.

E às 9h30 da manhã deste sábado o caixão com o corpo da jovem foi levado da funerária para o Cemitério. O G1 tentou falar com os pais da uberlandense, mas devido à ocasião, eles preferiram não se pronunciar. O tio da garota, o Promotor de Justiça Fernando Martins, também não falou com a imprensa.
A única pessoa da família que quis expressar com palavras o que estava sentindo foi o avô materno de Marília Martins, João Maria da Silva. Ele contou que a neta foi vítima de covardia, que a família está abalada e espera por justiça. “Ela tinha toda a vida pela frente e ter acontecido isso com ela nos causa muita dor. Marília era uma menina linda, saudável e ativa”, salientou.
O sepultamento contou com a presença de amigos e parentes. No caixão havia uma bandeira do Brasil e outra da Itália. O clima de tristeza e indignação era visível. Várias coroas de flores foram enviadas como forma de homenagear a vítima. No local, algumas pessoas usavam uma camiseta com a foto da jovem que trazia os dizeres: “Marília, para sempre em nossos corações”.
Confissão
Marília Rodrigues Silva Martins foi encontrada morta, no escritório onde trabalhava (Foto: TV Integração/Reprodução)Marília Rodrigues foi encontrada morta, no escritório
onde trabalhava (Foto: TV Integração/Reprodução)
O principal suspeito pela morte da brasileira Marília Rodrigues Silva Martins,confessou nesta sexta-feira (13) que assassinou a jovem no fim de agosto, na Itália. "Ele confessou ter cometido o crime, mas deu uma versão diferente dos fatos", informou o promotor Ambrogio Cassiani, responsável pela investigação. As informações foram noticiadas pela Agência Italiana de Notícias (ANSA).
O promotor passou cerca de três horas conversando com o suspeito, que está preso na Itália desde o último dia 3, em caráter preventivo. A nova versão apresentada pelo homem não foi divulgada pela ANSA.
O suspeito é um dos sócios da empresa Alpi Aviation do Brasil, da qual Marília era funcionária.
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Jovem que levou canivete à briga é indiciada por morte de menina em MS

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Arma foi utilizada por adolescente para matar estudante durante confusão. Advogada diz que as garotas agiram em legítima defesa.


Dafne e a adolescente ao deixar a delegacia nesta sexta-feira. (Foto: Nadyenka Castro/G1 MS)Dafne e a adolescente ao deixar a delegacia nesta sexta-feira. (Foto: Nadyenka Castro/ MS)
Dafne de Lima, 18 anos, foi indiciada como coautora da morte da estudante Luana Vieira ocorrida durante briga na saída de uma escola de Campo Grande, na quarta-feira (11). A jovem, segundo a delegada responsável pelo caso, Regina Márcia Rodrigues, levou ao local do assassinato o canivete que depois foi usado por uma adolescente de 16 anos para atingir a vítima. A advogada que representa as duas envolvidas, Edelária Gomes, diz que suas clientes agiram em legítima defesa.

Regina disse ao que os depoimentos que as garotas prestaram nesta sexta-feira (13) mais as imagens da confusão gravadas por outros jovens foram fundamentais para resolver o caso. Dafne era amiga da adolescente suspeita de atingir a vítima e não estudava na mesma escola em que ela e Luana.
No vídeo, Dafne aparece de camiseta branca e bermuda jeans, chega no local depois que a vítima, que está de casaco vermelho, já havia batido na rival (de camiseta azul e mochila rosa).

Nas imagens é possível ver que Dafne começa a agredir Luana segurando nas mãos o canivete, até o momento fechado. Em um determinado momento, a arma escapa e as duas passam a puxar os cabelos uma da outra, sendo separadas por um homem, que segundo a delegada é professor na escola.

Durante o tumulto, um garoto, que segundo Regina tem 11 anos, recolhe a arma do chão. Aproveitando o momento em que Luana e Dafne eram contidas, a adolescente pega o canivete das mãos do jovem e esfaqueia a vítima.
Sequência (Foto: G1 MS)Sequência de imagens feita a partir dos vídeos divulgados pela polícia mostram Dafne com o canivete fechado nas mãos e depois perdendo o objeto. Em seguida, a adolescente pega o objeto, vai em direção às duas e esfaqueia Luana (Foto:MS)
Versões
A adolescente suspeita de esfaquear Luana disse à polícia que por volta das 9h as duas discutiram por conta do cheiro do perfume que a vítima usava. As duas, segundo a delegada, marcaram uma briga para depois da aula. Regina contou que a garota relatou ter mandado uma mensagem para o celular da Dafne avisando da briga. Edelária disse ao G1 que a briga, segundo as clientes dela, não foi planejada.
O pai de Dafne, Paulo Lima, 42 anos, disse que ouviu da filha que ela não tinha nada a ver com a confusão. “Ela contou para mim que foi até a escola buscar uma amiga e na chegada, se deparou com a briga, com a humilhação que ela [menor] estava sofrendo. Ela entrou para defender”

Já Dafne confirma que é amiga da suspeita, mas disse à polícia que foi até a escola buscar uma criança que estava cuidando e só viu a mensagem no caminho. Ela relatou ainda que tinha o costume de carregar o canivete e por isso estava com a arma em mãos quando chegou ao local onde havia a confusão.

Segundo Regina, Dafne relatou que ao ver a amiga envolvida na briga, quis defendê-la e por isso agrediu Luana. “Com a análise dos vídeos e os depoimentos, vimos que quando a maior de idade chegou ao local da briga, já estava com o canivete”, afirma a delegada.

De acordo com a polícia, as meninas afirmam que já havia desentendimentos entre elas e que a vítima era integrante de gangue. As duas dizem ainda que perderam o canivete e os celulares.
Responsabilidade
O professor que aparece nas imagens, segundo Regina, também será investigado. Há suspeita de que ele tenha incentivado a briga. “Tivemos informações de que ele teria incitado “.

Para Regina, o motivo da briga aliado ao comportamento dos outros jovens torna a situação ainda mais preocupante. “Todos os adolescentes ali filmando, incentivando e não se juntaram para separar. Eles estavam mais preocupados em filmar a briga”, afirma.

Dafne foi responsabilizada por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela responderá em liberdade, assim como a adolescente, cujas declarações foram encaminhadas à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e a Juventude (Deaij), que estudará o caso
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Índia apresenta anel com agulha e pimenta para combater estupro

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Ideia é que anel 'antiestupro' ajude mulheres a se protegerem dos abusos. Acessório tem microagulha e compartimento para composto químico.


A Índia apresentou neste sábado (14), em Bangalore, um anel 'antiestupro' para autodesefa feminina como parte da campanha "Save my sister" (Salve minha irmã, em português). A iniciativa da campanha surgiu após o estupro coletivo e a morte de uma estudante em dezembro do ano passado, em Nova Déli.
O acessório tem uma microagulha e um compartimento com capsaicina, composto químico que tem a pimenta como componente ativo. A ideia é que o acessório ajude as mulheres a se protegerem dos abusos.
Na sexta-feira (13), os quatro acusados pelo estupro coletivo e morte da estudante foram condenados à pena de morte.
Anel 'antiestupro' foi apresentado na Índia neste sábado (14) (Foto: Aijaz Rahi/AP)Anel 'antiestupro' foi apresentado na Índia neste sábado (14) (Foto: Aijaz Rahi/AP)
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Modelo posa com anel 'antiestupro'; detalhe mostra microagulha do acessório (Foto: Aijaz Rahi/AP)Modelo posa com anel 'antiestupro'; detalhe mostra microagulha do acessório (Foto: Aijaz Rahi/AP)
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Após indicação de bariátrica, mineira muda o estilo de vida e perde 27 kg

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Com 120 kg, Valtuita Araujo descobriu que estava com a saúde em risco. Médica quis encaminhá-la para redução de estômago, mas ela recusou.


Com exercício físico e dieta, Valtuita conseguiu reverter o quadro de obesidade (Foto: Arquivo pessoal/Valtuita Araujo da Silva)Com exercício físico e dieta, Valtuita conseguiu
reverter o quadro de obesidade (Foto: Arquivo
pessoal/Valtuita Araujo da Silva)
O excesso de peso nunca pareceu incomodar a mineira Valtuita Araujo da Silva, de 39 anos. “Gordinha desde a infância”, como ela mesma se define, a assistente de RH só começou a se preocupar com a balança depois de uma visita de rotina à endocrinologista em agosto de 2012.
“Estava com 120 kg na época, o que já significava obesidade mórbida. Além disso, o colesterol e a glicemia estavam alterados e estava também com gordura no fígado”, lembra Valtuita, que atualmente mora em São Bernardo do Campo, em São Paulo.
Por causa do peso, a endocrinologista concluiu que havia a indicação de cirurgia bariátrica e quis encaminhar a mineira para realizar o procedimento. No entanto, Valtuita recusou a recomendação e resolveu que emagreceria com reeducação alimentar e exercício físico, sem a necessidade de cirurgia. “Fui encaminhada para uma nutricionista, que me orientou a comer de 3 em 3 horas, a diminuir os carboidratos, aumentar o consumo de verduras e frutas, trocar o açúcar por adoçante e optar por alimentos light, além de comer em menos quantidade”, lembra.
Valtuita mudou toda a alimentação e começou na academia para perder os 27 kg; fotos mostram antes e depois (Foto: Arquivo pessoal/Valtuita Araujo da Silva)Valtuita mudou toda a alimentação e começou na academia para perder os 27 kg; fotos mostram antes e depois (Foto: Arquivo pessoal/Valtuita Araujo da Silva)
“Eu comia 3 pães no café da manhã, muita fritura, muita gordura e não tinha nenhum controle. Depois que comecei a reeducação, foi difícil porque pediam pizza e eu não podia comer um pedaço porque sabia que não ia ser só um”, lembra. Valtuita se rendeu aos grelhados e a grelha, que era apenas um enfeite na casa da família, finalmente começou a ser usada. “Dava preguiça de usar, então sempre preferia a fritura, mas hoje me adaptei”, diz.Reduzir a quantidade e mudar a dieta de um jeito tão radical foi uma grande dificuldade no início, ainda mais por causa de todas as tentações dentro de casa.
A preguiça teve que ficar de lado também na hora de fazer atividade física. Decidida a mudar totalmente, ela procurou uma academia e começou a fazer exercícios voltados para a perda de peso. “No começo, eu sentia o corpo cansado porque não estava acostumada, mas ia de segunda-feira a sábado”, conta. Para ajudar, ela começou a ir trabalhar a pé em um trajeto de 10 minutos que antes fazia de ônibus. “Eu tinha preguiça, mas agora troquei e vou a pé, além de trocar o elevador por escada também, por exemplo”, diz.
Hoje estou com 93 kg e nunca imaginei que mudaria tanto. Valeu muito a pena, só me trouxe coisas boas"
Valtuita Araujo da Silva
Três meses depois, o resultado foi começando a aparecer: as pessoas passaram a comentar e as calças começaram a ficar largas. “Isso tudo foi me dando vontade de continuar”, lembra.
Depois de um ano, Valtuita comemora os 27 kg a menos na balança, os resultados positivos dos exames, a recuperação da vaidade e disposição que há tempos não tinha. “Hoje estou com 93 kg e nunca imaginei que mudaria tanto. Valeu muito a pena, só me trouxe coisas boas”, avalia.
Porém, a batalha continua e a mineira mantém os hábitos saudáveis para chegar ao objetivo de 80 kg. “Nunca me importei de ser gordinha, mas quando vi minha saúde em risco, tive que mudar esse pensamento. Hoje eu aprendi a comer e me adaptei, então fico satisfeita logo”, conta. Para quem precisa emagrecer, ela acredita que o principal é a dedicação. “Vão existir tentações, vão aparecer coisas que você não pode comer, mas tem que se dedicar e ter muito esforço”, recomenda.
"Nunca me importei de ser gordinha, mas quando vi minha saúde em risco, tive que mudar esse pensamento", diz Valtuita, hoje com 93 kg (Foto: Arquivo pessoal/Valtuita Araujo da Silva)"Nunca me importei de ser gordinha, mas quando vi minha saúde em risco, tive que mudar esse pensamento", diz Valtuita, hoje com 93 kg (Foto: Arquivo pessoal/Valtuita Araujo da Silva)
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Mega-Sena deste sábado pode pagar R$ 15 milhões

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Sorteio com final zero tem acréscimo de 22% do total destinado a prêmio. Apostas podem ser feitas até as 19h, em qualquer lotérica do país.


O concurso número 1.530 da Mega-Sena deve pagar R$ 15 milhões neste sábado (14), caso algum apostador acerte as seis dezenas sorteadas. O Caminhão da Sorte estará estacionado em Nova Odessa (SP).
Por ter final zero, este sorteio recebe adicional de 22% do total destinado a prêmio nos últimos cinco concursos
Segundo estimativa feita pela Caixa Econômica Federal, um apostador que leve o prêmio sozinho e invista o valor na poupança pode ter rendimento de R$ 72 mil por mês. Também seria possível comprar 125 carros de luxo ou 30 casas de R$ 500 mil cada.
A aposta mínima da Mega-Sena custa R$ 2 e pode ser feita até 19h de hoje, em qualquer uma das 12.600 lotérias do país.
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'Quero ele aqui', diz avó sobre filho da mulher que teve olhos perfurados

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Criança de 7 anos está no meio de uma disputa entre a mãe e avó paterna. Mulher pediu guarda após ser torturada pelo ex-marido, que é pai do menor.


Divina entrou com um pedido de guarda do neto; filho é suspeito de furar olhos de Mara Rúbia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Divina entrou com pedido de guarda do neto; filho é suspeito de furar olhos de Mara Rúbia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A dona de casa Divina Bicudo dos Santos, avó paterna do filho da operadora de caixa Mara Rúbia Guimarães, 27 anos, que teve os olhos perfurados pelo ex-marido, disse, em entrevista à TV Anhanguera, que cuida do neto desde que ele nasceu e que não concorda em ceder a guarda para a mãe. A criança, de 7 anos, está no meio de uma disputa judicial entre as famílias e, segundo a avó, não quer deixar a casa em que reside.
“Nós [família paterna] sempre cuidamos dele. Sem contar que o menino está acostumado com a gente. Quero ele aqui”, afirmou Divina, que entrou com um pedido na Justiça pela guarda do neto. O filho da dona de casa, que é pai do menino e suspeito de ter agredido a operadora de caixa com uma faca de mesa, está foragido.
Luiza Bicudo da Rocha, tia do menor, também pediu que a Justiça analise a vontade da criança. “Ele quer ficar em Corumbá. Mas se a gente ganhar a guarda, a mãe poderá vir visitá-lo sempre que quiser”, frisou a tia.
Após ser torturada, Mara Rúbia solicitou a guarda do filho, pois teme que o ex-companheiro faça algum mal a ele. A Justiça de Goiânia deu um parecer favorável à mulher e expediu um mandado de busca e apreensão pela criança em Corumbá de Goiás, onde ele mora com a família paterna. No entanto, a promotoria da cidade foi contrária à medida e o caso foi encaminhado ao juiz local, que entendeu que houve uma confusão sobre qual comarca deveria julgar o caso. Com isso, o menino não pôde ser levado pela advogada da operadora de caixa, Darlene Liberato.
“É um absurdo que o Judiciário deixe de cumprir decisões desta maneira”, afirmou a advogada, que ressaltou que vai recorrer para que a determinação seja cumprida.
Busca e apreensão
A decisão de entregar a criança à mãe foi da juíza Mônica Neves Soares Gioia, do Juizado da Infância e Juventude de Goiânia, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). No parecer, expedido na quarta-feira (11), a magistrada explicou que manter o menor aos cuidados da avó “causará risco eminente, diante do total descontrole do pai e dos graves atos de violência praticados por ele contra a mãe da criança”.
Ainda segundo a juíza, o ex-marido retirou o filho do convívio com Mara Rúbia, entregando-lhe a avó, o que causa “duplo sofrimento a genitora, que sempre teve a guarda do menor e que foi privada do convívio com ele”. Na decisão ela também destacou que é inadmissível que o menino permaneça em local de fácil encontro com o pai, “que poderá lhe causar algum mal, pura e simplesmente para atingir a mãe”.
De acordo com a advogada da operadora de caixa, uma comitiva formada por ela, pela irmã de Mara Rúbia, Kátia Gimarães, e a presidente do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), Maria Cecília Machado, foi até a cidade para o cumprimento da decisão. No entanto, segundo ela, as autoridades locais impediram a busca do menor. “O promotor Fabiano de Souza Nader, do Fórum de Corumbá de Goiás, nos recebeu e disse que não há motivos para retirar a criança da casa da avó paterna. Mesmo com toda a atrocidade cometida pelo pai contra a mãe, ele entendeu que não há riscos ao menor”, explicou.

O G1 tentou contato com o promotor Fabiano de Souza Nader no Fórum, mas ele não foi localizado para comentar o assunto.
Avó diz que não concorda em entregar a guarda do neto à mãe (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Avó diz que não concorda em entregar a guarda do neto à mãe (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Conflito de competência
Como a promotoria não tem poder legal para recusar uma determinação da Justiça, o caso passou a ser analisado pelo juiz de Corumbá de Goiás, Levine Raja Gabaglia Artiaga. Ao G1, ele disse que já tem conhecimento do parecer do promotor Nader e que houve um conflito de competência entre as instâncias do judiciário. “Houve uma confusão sobre quem deveria determinar quem deve ficar com a guarda da criança. Isso porque, segundo os precedentes do TJ-GO, o juiz que deve analisar e decidir sobre o caso é aquele que atua na comarca onde o menor se encontra”, explicou.

Com isso, segundo o juiz, até que o TJ-GO analise se é a comarca de Goiânia ou a de Corumbá de Goiás que deve analisar o caso, a guarda do menino permanecerá com a avó paterna. “Eu já ouvi essa criança e ela está bem, estudando e saudável. Além disso, mora com a avó desde que nasceu e não há motivos para retirá-la de lá dessa maneira”, destacou Artiaga. Questionado sobre possíveis riscos à integridade física da criança, o juiz ressaltou que o menor está “bem protegido”.
O magistrado ainda contestou a versão da juíza de Goiânia de que a criança foi entregue aos avós pelo pai após a separação do casal. “A avó paterna cuida deste menino desde que ele nasceu e hoje ele está com sete anos. Ele está sendo bem cuidado lá”, concluiu o juiz.

O crime
A operadora de caixa foi torturada e teve os olhos perfurados pelo ex-companheiro no último dia 29, em Goiânia, quando chegava em casa para almoçar. Depois de cometer as agressões com uma faca de mesa, o homem fugiu.
De acordo com os familiares, o casal se separou há dois anos. Desde então, a mulher, que morava em Corumbá de Goiás, se mudou para a capital. Esta não seria a primeira vez que o homem agrediu a ex-mulher, pois não aceitava o fim do relacionamento.

Ela informou, em entrevista à TV Anhanguera, que procurou a polícia por quatro vezes para denunciar o agressor, mas que não obteve ajuda. “Ouvi de uma delegada que as coisas não são tão fáceis assim. Não é apenas chegar e falar. Mas foi. Ele me cegou e agora vou viver o resto da minha vida na escuridão”, lamentou.

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