
Elzo contra a Espanha; volante foi um dos melhores do Brasil na Copa
Uma dura inesquecível e que gerou choro, revolta e incompreensão por alguns dias. Essa é uma das lembranças do ex-volante Elzo, titular da seleção brasileira na Copa de 1986, quando fala da preparação do time. Ele revela ter ouvido fortes palavras do técnico Telê Santana no vestiário, só os dois, e que se sentiu humilhado.
O meio-campista foi uma das apostas do treinador para o time. Elzo deixou no banco o badalado e histórico volante Falcão. Logo quando foi pré-convocado na lista de 30 jogadores, dos quais oito seriam excluídos, foi contestado por muitos na época por seu estilo defensivo. Virou uma espécie de "patinho feio" da equipe. "Havia uma desconfiança muito grande porque eu fui a surpresa da lista", lembrou ele em entrevista.
Na disputa para se manter entre os convocados da lista final para a Copa do México, Elzo lembra que adotava o estilo operário e abusava do esforço, sua marca registrada como jogador. Era o primeiro a entrar dos treinos e o último a sair. Eis que depois de um dos treinamentos na Toca da Raposa, local de preparação do time, Telê o chamou para uma conversa a sós. E, sem cerimônia, passou a disparar críticas ao jogador.
"Quando ele entrou no vestiário e me viu, fechou a porta...eu não consigo esquecer as palavras dele. Ele me falou: ´Olha Elzo, eu vou dizer uma coisa pra você: craques aqui são Zico, Falcão, Sócrates, Júnior, Éder, Oscar...você não é nada aqui, sabia? Você é, inclusive, o primeiro da minha lista para ser cortado. Você pensa que está me enganando ficando até mais tarde no campo e sendo o primeiro a chegar? Você não me engana não, cara. E vou dizer mais: vou sair daqui do vestiário agora porque minha vontade é de te pegar e te agredir. Você merece isso. Não é papel de homem o que você está fazendo, isso é papel de moleque´. E depois ele bateu a porta do vestiário e saiu andando", recordou Elzo, perplexo com a atitude do técnico e sem entendê-la. Ouviu tudo calado e não conseguia ter nenhuma reação.
"Aí eu entrei debaixo do chuveiro, tomei um banho e comecei a chorar. Fui para o meu quarto, arrumei minha mala e pensei: 'Quer saber? Eu vou é embora amanhã e quando as pessoal acordarem ninguém vai mais me achar por aqui'", continuou.
O meio-campista foi uma das apostas do treinador para o time. Elzo deixou no banco o badalado e histórico volante Falcão. Logo quando foi pré-convocado na lista de 30 jogadores, dos quais oito seriam excluídos, foi contestado por muitos na época por seu estilo defensivo. Virou uma espécie de "patinho feio" da equipe. "Havia uma desconfiança muito grande porque eu fui a surpresa da lista", lembrou ele em entrevista.
Na disputa para se manter entre os convocados da lista final para a Copa do México, Elzo lembra que adotava o estilo operário e abusava do esforço, sua marca registrada como jogador. Era o primeiro a entrar dos treinos e o último a sair. Eis que depois de um dos treinamentos na Toca da Raposa, local de preparação do time, Telê o chamou para uma conversa a sós. E, sem cerimônia, passou a disparar críticas ao jogador.
"Quando ele entrou no vestiário e me viu, fechou a porta...eu não consigo esquecer as palavras dele. Ele me falou: ´Olha Elzo, eu vou dizer uma coisa pra você: craques aqui são Zico, Falcão, Sócrates, Júnior, Éder, Oscar...você não é nada aqui, sabia? Você é, inclusive, o primeiro da minha lista para ser cortado. Você pensa que está me enganando ficando até mais tarde no campo e sendo o primeiro a chegar? Você não me engana não, cara. E vou dizer mais: vou sair daqui do vestiário agora porque minha vontade é de te pegar e te agredir. Você merece isso. Não é papel de homem o que você está fazendo, isso é papel de moleque´. E depois ele bateu a porta do vestiário e saiu andando", recordou Elzo, perplexo com a atitude do técnico e sem entendê-la. Ouviu tudo calado e não conseguia ter nenhuma reação.
"Aí eu entrei debaixo do chuveiro, tomei um banho e comecei a chorar. Fui para o meu quarto, arrumei minha mala e pensei: 'Quer saber? Eu vou é embora amanhã e quando as pessoal acordarem ninguém vai mais me achar por aqui'", continuou.
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"Patinho feio" do Brasil em 86 diz que foi humilhado por Telê no vestiário
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