O delegado da 88º DP (Barra do Piraí) José Mario Omena, informou ao G1, na manhã desta quarta-feira (10), que vai pedir imagens de câmeras de segurança dos arredores da casa da manicure Susana do Carmo de Oliveira Figueiredo, assassina confessa do menino João Felipe Bichara, de 6 anos, para identificar Breno, que é citado em uma das folhas entregues pela mãe da manicure à polícia. No texto, Susana descreve como gastaria os R$ 300 mil que pediria no resgate da criança.
"Nestas imagens, é possível que a gente identifique pessoas. Estou em busca do Breno, esse é o foco principal. Nos depoimentos dos ex-namorados e da mãe, ninguém conhece esse Breno, pode ser que seja um pseudônimo. Tenho esperanças de chegar a esse Breno, mesmo que esse Breno não seja Breno", afirmou Omena.
O delegado informou ainda quer ouvir novamente Maicon Santiago Olimpio e Ícaro, ex-namorados de Susana, para confirmar se a manicure chegou a apresentar a um deles uma ultrassonografia em que constava que ela estava grávida de 3 semanas em outubro de 2012. De acordo com o depoimento da médica da clínica onde Susana teria feito o ultrassom, o exame é falso.
"Vou encaminhar esse ultra junto com mostruário que a médica me deu para o laudo constar que é falso, para a falsidade ficar documentada. Se ela usou o documento falso com alguém, ela pode responder por uso de documento falso, previsto no artigo 307", completou Omena.

A pena prevista para esse tipo de crime, segundo o Código Penal, é de detenção de 3 meses a um ano ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave
Ultrassom falso
Segundo o delegado, vários indícios apontam que o ultrassom é falso. “Eu ia intimar o representante geral da clínica onde o ultrassom foi feito para depor, quando a médica que seria responsável pelo exame veio à delegacia e trouxe o modelo do laudo dela, que foge ao padrão. Além disso, a assinatura da médica não bate com a que está no exame.”
De acordo com o delegado, a médica explicou que o ultrassom só é válido com grávidas a partir da quinta semana. Na definição do ultrassom apresentado pela manicure, o embrião de Susana teria 9,7 milímetros, equivalente a três semanas de gestação.
“Se a Susana precisou falsificar um exame, é provável que ela nunca tenha estado grávida. A única coisa que pode ser original é a capa dessa ultra. O que a Susana tinha era uma foto de uma impressora comum. A capa tinha vestígios de cola. Alguém pegou uma ultra original e grampeou com esse laudo produzido”, afirma Omena.
Presa em Bangu
Susana, que está presa no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio, confessou ter matado João Felipe no dia 25 de março, depois de ligar para a escola onde ele estudava se passando pela mãe, pedir para que ele fosse liberado da aula e colocado em um táxi. O garoto foi levado para o Hotel São Luís, onde acabou asfixiado.
O corpo foi colocado em uma mala e achado pela polícia na casa de Susana. Uma das cinco versões dadas à polícia pela suspeita era de que o motivo do crime seria se vingar do pai da criança, com quem teria um relacionamento. Contudo, o pai da criança, Heraldo Bichara Jr., negou um envolvimento com a manicure.
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Polícia investiga homem citado por manicure que matou menino no RJ
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